

Nasceu em Buenos Aires em 1978 e desde 2012 vive em Berlim. Vencedora de prêmios importantes como Juan Rulfo e Casa de las Américas, é autora dos volumes de contos Pássaros na boca e Sete casas vazias e do romance Distância de resgate, que, assim como Kentukis, foi finalista do International Man Booker Prize. Sua obra foi traduzida para mais de vinte idiomas e seu primeiro romance foi adaptado para o cinema.
No interior rural da Argentina, Amanda passa férias com sua filha Nina. Em um povoado próximo, elas conhecem Carla, cujo filho, David, menino de comportamento estranho, foi acometido por uma doença misteriosa que se espalha inexplicavelmente pela região. Haveria uma contaminação do ar ou da água? Ou a enfermidade seria o sinal difuso de um perigo ainda maior e inimaginável?
Composto inteiramente de diálogos, Distância de resgate é o primeiro romance de Samanta Schweblin e uma exitosa experimentação do suspense psicológico. Como toda grande obra literária, é aberto a diversas interpretações, ora adensando a verossimilhança, ora se esticando rumo ao sobrenatural. Além de evocar reflexões ecológicas — pois suspeita-se de um veneno que as “mães aspiraram no ar” ou “que comeram ou tocaram” e o responsável pelas sequelas físicas e cognitivas —, Distância de resgate também explora, de modo literário, o lado sombrio da maternidade.